22/08/2019
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Páscoa: de onde veio o famoso coelho?

Com a chegada da Páscoa se aproximando, vem o momento de entrar no clima com seus filhos! Este feriado possui um histórico de tradição religiosa associado ao catolicismo, mas também incorporou, ao longo do tempo,

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Com a chegada da Páscoa se aproximando, vem o momento de entrar no clima com seus filhos! Este feriado possui um histórico de tradição religiosa associado ao catolicismo, mas também incorporou, ao longo do tempo, elementos culturais diversos. Hoje, conheça com a SOS Mammys um pouco da história do famoso Coelho da Páscoa, para que possa contar a suas crianças nessa época do ano.

Graças à sua intensa prática reprodutiva, capaz de gerar inúmeros filhotes de uma vez, o coelho acabou por ser um animal associado à fertilidade. Essa ligação é estabelecida em muitas civilizações ao longo do tempo. Um exemplo é a egípcia, que adotava o coelho como símbolo não só da fertilidade, mas também da primavera.

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Na Europa, durante os tempos antigos, grande parte da região norte era ocupada pelos chamados povos germânicos. Atualmente, essa região forma a Alemanha. Esses povos davam vida a uma mitologia que narra a história de Ostara, deusa nórdica da fertilidade. E nesse caso, o coelho também entra na história: é o símbolo do culto a essa deusa. Isso se explica porque, ao terminar o período do inverno e da hibernação, iniciando-se a primavera, os coelhos eram, geralmente, os primeiros a sair das tocas e começar a se reproduzir.

Nas celebrações à Ostara, os povos germânicos criaram o ritual de entrega de ovos de aves pintados com tintas para as crianças. Isso se associa ao coelho e à fertilidade à medida que acontecia junto da “caça ao coelho”. As crianças, ao sairem caçando os coelhos, encontravam os ovos adornados escondidos. Há inclusive uma cidade alemã que leva nome por essa prática: Ostereistedt.

Passando para o período da Idade Média, em que o cristianismo vai se difundindo pela Europa – inclusive pelos povos germânicos -, o culto a essa deusa e à primavera passou a ser associado à ressurreição de Cristo. Entretanto, essa fusão dos mitos germânicos e cristãos não encerrou as práticas e ritos associadas à Ostara. A entrega de ovos, por exemplo, continuou existindo. Hoje, a conhecemos como uma celebração de Páscoa!

Com o desenvolvimento do continente americano e da ida de imigrantes alemães para ele, essa prática foi se difundindo pelo mundo. A prática dos ovos já é secular: há registros de entregas de ovos para crianças desde 1678.

Agora, é possível tornar a Páscoa, além de divertida (e repleta de ovos, claro), mais educativa para seu filho!

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