16/10/2018
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Entenda o poder do elogio.

Recentemente, com temas delicados sendo trazidos à tona - o suicídio, por exemplo, com a série americana "13 Reasons Why" e com a epidemia do jogo Baleia Azul -, os olhos estão no comportamento infantil

Entenda o poder do elogio.

Recentemente, com temas delicados sendo trazidos à tona – o suicídio, por exemplo, com a série americana “13 Reasons Why” e com a epidemia do jogo Baleia Azul -, os olhos estão no comportamento infantil e adolescente. Um dos maiores desafios frente à escola e à família é, sem dúvidas, construir e nutrir a autoestima e a confiança de seus filhos e alunos. Em uma realidade educacional complexa, que abriga não apenas alunos, mas sim indivíduos, com realidades e  dificuldades diversas, o poder do elogio é inestimável.

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O clima de competitividade nas escolas pode colocar em dúvida a autoconfiança e a auto-estima de cada criança. A realidades familiar, social e cognitiva de cada uma podem divergir entre si. Isso pode levar a criança a se comparar com os colegas e, posteriormente, à insegurança, por se sentir inferior. A psicopedagoga Leda Martins aponta para a falha nesse raciocínio: “Como esperar que todos possuam as mesmas competências e habilidades, ainda que tenham cursado os anos escolares em escolas com metodologias diferentes?”, questiona.

Valorizar essas  diferenças, ao invés de reconhecê-las como falhas, é fundamental. “Elogiar é reconhecer na criança uma qualidade. É saber demonstrar a criança o seu valor e isso carrega uma positividade imensa”, afirma a psicopedagoga. “Lares e ambientes em que  as pessoas se respeitam e valorizam tem muito mais chance de ser um lar próspero emocionalmente”, completa.

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No entanto, o limite para esse gesto deve ser encontrado.  “Deve-se tomar cuidado com falsos elogios, pois a criança sabe como ninguém identificar isso. Essa lógica pode acarretar futuros problemas emocionais em sua vida”, alerta Leda. “Temos que prestar muita atenção para não ultrapassar a linha tênue que diferencia um elogio de um ato de manipulação ou tentativa de convencimento de algo”, explica.

A busca pelo equilíbrio se apresenta novamente como solução. Segundo especialistas, a cobrança excessiva pode levar à insegurança e à falta de autoconfiança, que podem se tornar graves problemas ao longo de sua vida. No entanto, o outro extremo também é problemático. A confiança em excesso, vinda de demais elogios, pode também levar a criança a grandes frustrações.

A honestidade é crucial, nesse sentido. As críticas construtivas são indispensáveis. Ocupando um papel de pai, mãe ou educador, é necessário que se reconheça e aceite erros nos quais a criança pode trabalhar, buscando formas mais lúdicas de expô-los. O elogio deve ser merecido. “Primeira medida: temos que ser honestos. Não vale andar elogiando sem motivo, só pra ficar ou deixar bem a criança”, aponta a psicopedagoga.

A famosa regra do “dê o exemplo” não escapa. É por meio do incentivo equilibrado à autoestima que filhos e construirão de forma mais humana o próprio caráter. “Crianças são verdadeiros radares e aprendem aquilo que lhe é passado”, lembra Leda. “Geralmente, agem da mesma forma que lhes é ensinada. É assim que entendem, assimilam e tomam algo como certo.”

 

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