20/09/2019
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Entenda alguns transtornos e como podem afetar o aprendizado

Diariamente, a olhos vistos, cresce o número de crianças e jovens que chegam à sala de aula com transtornos múltiplos - identificados, diagnosticados ou não. Desde ansiedade e síndrome do pânico até déficits cognitivos, essas

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Diariamente, a olhos vistos, cresce o número de crianças e jovens que chegam à sala de aula com transtornos múltiplos – identificados, diagnosticados ou não. Desde ansiedade e síndrome do pânico até déficits cognitivos, essas situações podem interferir – e muito – no emocional, no social e no aprendizado desses alunos. A grande questão é: o que está e pode ser feito com relação a isso?

“Geralmente, é na escolaridade que se começa a perceber determinados transtornos, pois é onde o aluno está mais suscetível à relação grupal”, afirma a colaboradora Patricia Moro, pedagoga e assistente de direção na rede municipal de ensino de São Caetano do Sul. “E muitos transtornos aparecem em momentos de desafios, seja de interação, de aprendizado… Por isso, no ambiente escolar”, acrescenta.

Déficit de atenção (TDAH)

“O aluno apresenta desorganização espacial, inquietude, baixa ou nenhuma concentração, irritabilidade, dificuldade de alfabetização”, explica Patricia. Segundo ela, ele precisa passar por avaliações multidisciplinares e, a partir dessa triagem, o professor pode buscar metodologias para trabalhar com o aluno. Essas avaliações, vale lembrar, não são feitas pela escola: devem ser conduzidas pela família, com profissionais da saúde: psicólogos, fonoaudiólogos, entre outros.

Transtorno de ansiedade

Falta de concentração, e excessos de agitação ou quietude são algumas das características mais marcantes do transtorno de ansiedade. Segundo Patricia, há outras que são perceptíveis e decisivas para o diagnóstico. “O aluno pode fazer pequenas auto-mutilações, como roer a unha excessivamente, e ter momentos de hiperventilação, especialmente diante de desafios como uma prova difícil”, explica. Diante disso, o acompanhamento psicológico é indispensável para que a escola possa buscar uma abordagem pedagógica.

Transtorno Opositor Desafiador (TOD)

“É um conceito relativamente novo, mas que está muito presente nessa geração de crianças”, explica Patricia. O aluno com TOD, geralmente, é agressivo e sente necessidade de afrontar as pessoas que delimitam seus espaços e comportamentos. Em sala de aula, isso pode ser bastante caótico para todos os envolvidos. “A tendência é o isolamento, pois os colegas de classe podem ter medo e não se relacionarem com ele. E isso pode piorar ainda mais o quadro da situação”, acrescenta.

Transtorno do Pânico

O transtorno do pânico é muito similar ao transtorno de ansiedade. Muitas vezes, os diagnósticos são até confundidos. No entanto, há uma diferença que pode ser decisiva. “Ao contrário do primeiro, a criança com esse transtorno não consegue relacionar-se socialmente diante de situações que engatilhem seu pânico – seja lugares públicos, multidões, entre outros”, explica a pedagoga.

A parceria família-escola é indispensável para lidar com esses transtornos. Da família, a aceitação, o apoio e a busca pelos profissionais da saúde necessários. Da escola, um diagnóstico inicial. “É necessário que a escola tenha parceria com entidades que auxiliem no encaminhamento desses alunos”, explica Patricia. “Cada transtorno requer uma metodologia diferente na sala de aula. Por isso é tão complexo”, finaliza.

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