26/05/2019
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Estudos: conheça as dificuldades que seu filho pode ter e como superá-las

Antigamente, o "fracasso nos estudos" por parte de uma criança era automaticamente considerado um sinônimo de preguiça ou necessidade de chamar a atenção, até mesmo por especialistas. Hoje, sabe-se que essas dificuldades podem estar associadas

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Antigamente, o “fracasso nos estudos” por parte de uma criança era automaticamente considerado um sinônimo de preguiça ou necessidade de chamar a atenção, até mesmo por especialistas. Hoje, sabe-se que essas dificuldades podem estar associadas a transtornos de aprendizagem.

Segundo a psicóloga Fernanda Couto, os problemas mais diagnosticados hoje em dia são agitação, desatenção, falta de interesse, dislexia, disortografia e dislalia, bem como o TDAH (Déficit de Atenção associado ou não à Hiperatividade).

O que são

“Transtornos de aprendizagem são inabilidades específicas”, afirma a psicóloga. “Eles possuem uma base genética, ocorrendo em indivíduos com inteligência compatível com sua idade, mas com o rendimento escolar abaixo do esperado”, acrescenta.

De acordo com o Comitê Nacional de Dificuldades de Aprendizagem dos EUA, o termo “distúrbio”, por sua vez, é mais genérico e se direciona para um “grupo heterogêneo de alterações que tomam forma em dificuldades na aquisição e no uso das habilidades no geral”. A dificuldade de aprendizagem, por sua vez, pode ocorrer por motivos psicológicos ou emocionais, associando-se a fases da vida da criança.

Como lidar

Segundo Couto, o uso da psicoterapia pode ser muito eficaz até mesmo a curto prazo para crianças muito agitadas ou hiperativas, que acabam por ter dificuldades nos estudos. “O objetivo geral da psicoterapia é obter ganhos nos relacionamentos pessoais, desenvolvendo as capacidades cognitivas, sociais e afetivas do sujeito”, explica a psicóloga.

Além disso, o trabalho conjunto entre pais e educadores é indispensável para auxiliar a criança a superar suas barreiras nos estudos. “Cada um reage de uma forma; não generalize, evite castigos indevidos e comparações entre os filhos ou alunos”, alerta a psicóloga. “Ter um olhar individual e perceber cada um, dando atenção, colocá-lo para sentar mais próximo do professor, conversar com os pais, sem constrangê-lo, é fundamental para o desenvolvimento do aluno.

A atuação de um psicólogo junto à escola também pode ser de grande auxílio. Ele pode não apenas diagnosticar, mas também prestar assistência aos professores, coordenadores e orientadores, oferecendo um olhar diferenciado em relação às metodologias de ensino, atividades extracurriculares, entre outros aspectos.

A psicóloga lembra que alguns hábitos de estudos podem, de fato, prejudicar a aprendizagem do aluno, como o estudo diante da televisão e do computador, ou com intervalos para mexer no celular. “É importante que os pais deem exemplos para o filho ir estudar”, alerta ela. “É válido acompanhá-lo e estarem prontos para ajudá-lo.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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