25/03/2019
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Mães do Mundo: Aprendizado x Escola

Confira um pouco sobre as diferentes formas de aprendizado que podem ser transmitidas pela escola e pela família durante o crescimento de sua criança. por Cora Fernanda de Faria Lima Enfim, o que queremos? Peixes que nadam

Junior school children leaving school

Confira um pouco sobre as diferentes formas de aprendizado que podem ser transmitidas pela escola e pela família durante o crescimento de sua criança.

por Cora Fernanda de Faria Lima

Enfim, o que queremos? Peixes que nadam ou que sobem em árvores?

Se navegarmos pelas redes sociais, logo aparece um post destes. Estamos chegando a um momento em que o aprendizado está sendo desenhado no sentido completo desta palavra.

Chegando ao final do ano, já começamos a nos questionar e a pensar sobre as escolas a que nossos “mamutinhos” irão em 2017 (esotericamente, ano de mudanças, já se pode ler em sites de astrologia. Ano de autoaperfeiçoamento). E por que não olharmos para educação deles como um pré-aperfeiçoamento, já na formação de futuros participantes de uma sociedade mais cooperativa e sinérgica?

Vamos lá? Prontas e prontos para falarmos e trocamos experiências sobre educação? Let’s go!

Primeira e, para mim, a mais forte característica da escola: “Quero ir para escola, mamãe!”.  Esta é a maior conquista quando falo sobre educação do meu biscoito branco. Pela manhã, ele acorda, troca de roupa, toma seu café da manhã e diz para nós: “Vou ver meus amigooossss”(Tente imaginar um carioquês aqui, que ele tirou, de não sei onde).

Como já falei, ele tem três anos, e a escola conversa, e muito, comigo sobre todas as vertentes que envolvem meu filho: asseio, comprometimento dele, relação de espaço e compartilhamento, músicas, educação motora, comportamento intra e extrapessoal, e claro… sobre as tão notórias e fatídicas afiadas MOR-DI-DAS! Sobe o som! Se você acha que passará por esta vida sem receber esta reclamação de cunho canino, esqueça este glamour! Não está disponível para nós mães!

Então, esta relação de satisfação entre seu filho e a escola estabelece uma conexão sobre ele aprender e desenvolver melhor. Penso que isto deve ser prioridade na escolha, além de custo-benefício e localização. Se fechar este trinômio em prol do todo, diria que estará 48,7% garantida sua meditação mãe menos louca que ontem. Avalie!

Mas e se falarmos de idade mais avançada?

Os madurinhos da 5º série. Mudanças no ensino dos quase pré-adolescentes: Sim, eles se encaixam nesta nova classificação (segundo eles), depois do livre arbítrio desenfreado dos iPhones. Não é? Assim eles se acham, e alguns pais assim incentivam.

Aqui, a meu ver, cruzamos informações: “Estou educando e deixando pronto para o mundo”, para outros “exposição desnecessária e cerceadora de utilização da criatividade” (Eu me encaixo nisto, pois penso que haverá o tempo certo para esta automação industrial, digo, tecnológica (velha?! Não!). Ainda acho comprometedor deixar crianças de 7 a 13 e 14 anos expostas, e com certa autonomia aos celulares e eletrônicos. Só posicionamento, ok?

Em consequência, para os madurinhos pré 5º série, acredito ser importante perguntas básicas para discussão entre os pais: A escola ideal deve ter bons livros, ótimos professores, bilíngue, ter verde, ter convivência após escola? O método de ensino da escola me traz identificação para o que quero para o aprendizado? O que não toleraria de um professor em aula?

E com relação a mim? Sou um pai protetor, liberal participativo, exigente, tranquilo, com perspectiva? Em relação ao conhecimento ou prática, lado humano, artístico, musical, de descobertas? Sobre polêmicas, e como lido com os assuntos que envolvem, bullying, aplicação de prova para medir conhecimento, relação professor-aluno? E durante o ano, o que vejo em meu filho, ex.: evolução, felicidade, comprometimento…

Aqui acredito que fica como exemplo crucial: Alguns pais não veem relação em ensinar religião em escola, trocando em miúdos, se a escola tem isto na grade, será aceitável para você?

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Essa mescla de assuntos poderão lhe ajudar a chegar a uma matriz de determinação e desenho desta escola, ou quem sabe abrir uma… rsrsrsrs, mas, brincadeiras à parte, vale sim se dedicar ao que você deseja para ele. Vale lembrar que, a respeito do ensino fundamental, repousa uma  votação, em alguma das casas legislativas, para nova diretrizes escolares que produzirão locais com aprendizado durante todo o dia, inclusive,  do governo.

Agora a espiritualização da evolução do ser humano em nível high performance:

Matricular os filhos em período escolar chamado segundo grau ou ensino médio: Praticamente os donos do mundo, na versão caverna do dragão, mas que odeiam o mestre dos magos e amam o vingador. Sensacional. Ainda não cheguei nesta fase, mas tenho amigas que estão no ápice desta carreira de psicóloga, digo, mãe.

E revelo em primeira mão: Há, em mim certo pavor deste momento.

Bom, acredito que aqui vale o combo: boa escola, acrescentando cursos extras de aperfeiçoamento. Novamente informação sobre escola pública: ETEC’s e outras escolas públicas oferecem ótimos ensinos profissionais juntamente com ensino médio DE GRAÇA. E penso mais: Interessante levar em consideração sobre a possibilidade de uma ocupação em nível aprendiz. Já inserido no mercado de trabalho, o jovem, em uma carga horária de cerca de 4 horas, aprende, e em algumas empresas, passa por todos os departamentos daquela.

Sobre aprendizado, que tem tudo a ver com a escolha da escola, eu tenho verdadeira paixão. Em um dos dois últimos cursos que fiz, pude constatar, inclusive porque ainda estudo, que temos múltiplas inteligências (Howard Gardner), e com isso temos que nos focar e aprimorar ainda mais, o que somos bons e os demais, ir melhorando sempre. Nosso cérebro é como um músculo, para atingir alta eficiência e resultados significativos, deve ser estimulado e treinado, como uma analogia a hipertrofia: treinar forte e com peso para conseguir músculos desenvolvidos e grandes. Nesta mescla, o autor de múltiplas inteligências nos trouxe:

Será que não vale analisar onde seu filho se encaixa, pois aqui encontramos o título do artigo de hoje: Adianta tentar fazer um peixe subir em árvore? Ou um pai auditor dançar valsa lindamente? (brincadeira).

Acho que sim!

Quando conseguimos perceber a habilidade natural, a arte que dominamos, fica fácil e muito mais tranquilo se dar bem. Não estou excluindo o aprender da escola, substituindo por escolha, Não! Estou dizendo que ao lado da escola, devemos estimular, abusando do aprendizado, aquilo que nossos filhos são bons. Dança, relacionamento, musica.

Não importa, mas vale ter a visão holística, e ainda, fazer a conexão do que seu filho não gosta de aprender com o que ele gosta. São muitas formas hoje que podemos fazer isto acontecer. Ex.: Ele gosta de natureza, mas não tolera leitura, vamos fazer estes dois conversar através de leituras que tenham este direcionamento específico. É um estímulo.

Vejo de forma muito áspera esta informação sobre aprendizado. Escolas com nomes fortes e preços aviltantes não terão, em algum momento, eficácia com o aprendizado do seu filho. Ou seja, devemos ver se ele está indo mal ou a escola não está orientando o aprendizado dele? Não é defesa ou juízo de valor, mais uma aba desta escolha que poderá surtir efeito e resultado do produto FILHO!

Em um destes dias, estava em minha cama lendo um livro. Após uns 10 minutos de leitura, chega meu hambúrguer. Eu só enxergava dois olhos no mesmo horizonte do colchão, que é da altura dele:

– Mãe, vocês está lendo lilros?

Isso, ele fala lilros, uma nova união de vogais. Disse sim, que ler comigo? Ele saiu do quarto.

Em seguida, ele pediu para subir na cama, com um livreto que ele tem, com histórias de uma fazenda. Olhei para ele, já com aquele orgulho de mãe na formatura da academia das agulhas negras. Após ele se aconchegar na cama, me disse: “Mãe, vamos ler meus lilros…” Olhei para aquela obra prima de Deus, que no caso eu fui somente genitora, e respondi… claro! Fechei meu livro, e fui para o mundo dele!

Enfim. Pode não ser o significado que tentei passar aqui sobre minhas percepções, mudança de ano letivo, escolha de escola, variantes e aprendizado. Mas o exemplo fica!



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Cora Fernanda de Faria Lima – mãe do Hambúrguer, insatisfeita, leio dois livros ao mesmo tempo, amo escrever e tomo café sem açúcar.   corafarialima@hotmail.com | @fer_corafari

 

 

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