16/10/2018
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O outro lado do monitoramento!

Com a ajuda dos apps de monitoramento e outros dispositivos, os pais já podem acompanhar cada passo da vida de seus filhos (inclusive, já falamos sobre isso aqui!). Acompanhar o caminho para a escola, para

Family Sitting On Sofa At Home With Laptop

Com a ajuda dos apps de monitoramento e outros dispositivos, os pais já podem acompanhar cada passo da vida de seus filhos (inclusive, já falamos sobre isso aqui!). Acompanhar o caminho para a escola, para a casa dos amigos, as mensagens trocadas no WhatsApp e os posts de Facebook são apenas alguns dos exemplos.

O aplicativo americano Qustodio deixa bastante claro: “É a maneira mais fácil de controlar seus filhos online”. As funções listadas acima são todas incluídas nele, como o rastreamento do filho e monitoramento de suas redes sociais. Isso tudo, ainda por cima, em um “modo invisível”, que impede que a criança descubra sua intervenção.

Em tempos de polêmica com relação a esse assunto – como é o caso da WikiLeaks, ou dos arquivos de espionagens vazados diretamente da NSA (Agência Nacional de Segurança americana) -, a discussão pode se estender para dentro de casa.

Fica, assim, o questionamento. Até que ponto esse monitoramento não ultrapassa as barreiras do saudável?

monitoramento

É claro que o monitoramento pode ser de grande ajuda em alguns casos. Em emergências, por exemplo, ou até mesmo quando a criança é portadora de alguma deficiência. No entanto, o uso excessivo desses apps pode interferir no desenvolvimento da personalidade e do senso de privacidade dos pequenos e pequenas.

Afinal de contas, tentemos pensar por essa lógica: como poderia a criança desenvolver autoestima e autoconfiança em um ambiente em que é constantemente monitorada, criando uma percepção de que os pais não confiam nela?

A criação de um filho não é tarefa com manuais de instrução. Mas, em meio a essa onda de aplicativos de monitoramento, os próprios pais vão perdendo um pouco da confiança em si mesmos. Confie na educação que você está oferecendo a seu pequeno. Crie uma relação mais baseada na confiança e na definição de limites. A auto-preservação, por parte da criança, virá naturalmente!

 

 

A percepção da privacidade e da autoconfiança também fazem parte da construção de seus pequenos. Encontrar limites entre a confiança e o monitoramento é a chave!

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