30/11/2021
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Mãe é obrigada a parar de amamentar seu recém-nascido em UTI

Yara Villão tem 30 anos e é musicista. No dia 20 de fevereiro, deu à luz Samira, que nasceu prematura, com apenas 34 semanas, no Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP). De

Yara Villão tem 30 anos e é musicista. No dia 20 de fevereiro, deu à luz Samira, que nasceu prematura, com apenas 34 semanas, no Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo (SP). De acordo com um desabafo nas redes sociais, Yara conta que, na última quarta-feira (1), foi proibida de amamentar Samira na UTI neonatal da maternidade.

Pesando 2,1 quilos, Samira nasceu de um parto normal humanizado. A importância da amamentação para o desenvolvimento saudável do bebê já foi estudada, revista e comprovada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que instituições e estabelecimentos devem assegurar as condições para que ocorra o aleitamento materno. Dessa forma, o desabafo de Yara viralizou nas redes sociais, justamente por se tratar de um tema tão polêmico.

A mãe relata que, após o parto, Samira foi levada direto para a UTI e que as visitas aconteciam de 3 em 3 horas, justamente os horários de mamadas. “O tempo para amamentar na visita das 15h dura só meia hora, pois é quando os pais podem entrar”, conta Yara. “Foi nesse momento que fui orientada a tirar minha bebê do peito, porque os pais iam visitar seus bebês na UTI”, acrescenta.

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Além disso, Yara relata que pediu para a enfermeira – ou técnica de enfermagem – da UTI se não poderia seguir amamentando com o seio coberto com um pano. O pedido foi recusado. “Demorei uma meia hora para acertar a pega, quando engatou a mamada ela pediu para eu parar”, conta ela. “Falei que mal tinha começado, que poderia me cobrir, mas não adiantou. Falaram que eu teria que seguir dando a mamadeira com o leite doado do banco”, diz.

A assessoria de imprensa do Hospital Santa Joana, quando procurada, afirmou que o relato da paciente “não condiz com a conduta orientada pela instituição”. Segundo a assessoria, o caso está sendo verificado junto aos envolvidos. “São indicados alguns horários para o aleitamento, para organizar a rotina do bebê, que precisa de fisioterapia e outros medicamentos quando está na UTI”, afirma representante do hospital.

A pediatra presente no momento do ocorrido também explicou que, no hospital, recebe-se pacientes de todas as crenças e grupos, e nem sempre a amamentação é considerada algo natural. Já tendo recebido muitas reclamações a respeito de amamentação no horário de visitas, o hospital criou a regra para tentar contemplar a todos. A mãe discorda: “Contempla todos, sim, menos os bebês e as mães que querem amamentar”, desabafa.

Mais importante do que a conduta do hospital, o ocorrido reacende a discussão acerca do aleitamento materno em público ou em locais cheios em um geral. Este é considerado, por muitos, um tabu. É decorrente dessa idealização que casos com o o de Yara e Samira se tornam cada vez mais recorrentes.

 

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